Desconecte e viva a vida!

A tecnologia é inegavelmente uma grande aliada do ser humano. Smartphones, televisões 3D, carros que estacionam sozinhos, dentre outros avanços que “De volta para o Futuro” ficaria orgulhoso de ver. Mas será que o avanço tecnológico precisa ser em todos os aspectos da nossa vida? No universo dos jogos, por exemplo, a tendência tem sido justamente a contrária. A tecnologia às inversas!

Quando era adolescente meu jogo preferido era o War. Adorava reunir os amigos em casa e passarmos a tarde (e por vezes a noite) jogando e nos divertindo. Mais do que o jogo em si, a alegria estava em termos um momento para nos reunirmos puramente pelo prazer de estar juntos e aproveitarmos a companhia e o tempo que tínhamos disponível. Até porque, a vida passa muito rápido!

Até hoje eu gosto de chamar os amigos e propor uma partida de War. Se você não conhece ou nunca jogou, experimente! É um jogo que testa nossa inteligência e paciência, com certeza você vai tirar grandes proveitos de uma partidinha!

Vida real ou virtual?

O War e o Banco Imobiliário, inclusive, são jogos que foram relançados recentemente. Mesmo com o mercado dos videogames crescendo exponencialmente, parece que esse avanço da modernidade inspira uma volta às origens.

Aliás, podemos enxergar isso em vários âmbitos da sociedade. A moda, por exemplo,  tem usado ultimamente o estilo retrô em muitas peças. E o vintage is the new sexy para o universo lúdico também!

Ao contrário do que muitos podem pensar, os mercados de videogames e de jogos de tabuleiro não são concorrentes. Os de tabuleiro são um complemento aos jogos eletrônicos. Uma pessoa pode jogar alguma coisa no videogame, curtir a ideia e ir atrás de um jogo de tabuleiro com a mesma temática. O que importa mesmo é a diversão!

O que é indiscutível, contudo, é que a atmosfera criada em torno dos jogos de tabuleiro é mais real, mais sentida, do que a que se pode criar com os videogames. Reunir os amigos, alguns aperitivos, uma boa bebida, tudo com uma boa partida de um jogo estratégico onde todo mundo precisa interagir…Não tem como não termos um bom momento assim, não é?

A tecnologia é sempre positiva para o ser humano, mas em casos como esse, ela ajuda mais na hora de marcar o encontro do que no encontro em si. Afaste-se um pouco da digitalidade e volte às raízes. As experiências reais, lado a lado de quem a gente gosta, são coisas que não voltam mais. O que você prefere, sozinho com uma tela ou com os amigos reais?

Boas memórias se constroem ao vivo!

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